Quanto peso o E.V.A. consegue suportar?

Colocar 20, 50 ou 100 quilos sobre uma peça de E.V.A. parece uma forma simples de descobrir se ela é resistente. O problema é que o E.V.A. não possui um limite de peso único que possa ser aplicado a qualquer placa, tatame ou peça técnica.
Neste artigo, você vai entender quanto peso o E.V.A. consegue suportar, o que determina sua resistência à compressão e como escolher a densidade e a espessura adequadas para cada aplicação.
Existe um peso máximo que o E.V.A. suporta?
Não existe um número universal, uma placa de E.V.A. não deve ser classificada simplesmente como capaz de suportar “X quilos”, porque a mesma carga pode provocar resultados completamente diferentes dependendo da forma como é aplicada.
Imagine 100 kg distribuídos sobre uma superfície ampla e os mesmos 100 kg concentrados nos pés estreitos de um equipamento. Embora o peso seja igual, a pressão exercida sobre o material muda consideravelmente.
É por isso que, em aplicações técnicas, a pergunta precisa avançar: mais importante do que saber apenas o peso é entender como essa carga será aplicada ao E.V.A.
O que determina quanto peso uma placa de E.V.A. suporta?
A capacidade de uma placa de E.V.A. resistir à compressão depende da combinação das características do produto com as condições reais de uso. Entre os principais fatores estão:
- Densidade: influencia a rigidez e o comportamento do material quando comprimido;
- Espessura: interfere na deformação e na capacidade de amortecimento;
- Área de contato: cargas concentradas exercem maior pressão em uma pequena região;
- Tempo de aplicação: uma carga permanente não se comporta da mesma maneira que um impacto momentâneo;
- Temperatura e ambiente: as condições de uso também precisam ser consideradas;
- Formulação do E.V.A.: materiais aparentemente semelhantes podem apresentar propriedades mecânicas diferentes.
Esses fatores ajudam a explicar por que duas placas com dimensões parecidas não necessariamente apresentam o mesmo desempenho.
Quanto maior a densidade do E.V.A., mais peso ele suporta?
Um estudo publicado na revista científica Polymers avaliou espumas de E.V.A. de células fechadas com densidades entre 80 e 180 kg/m³ e observou que, quanto maior a densidade, maior foi a tensão suportada para um mesmo nível de deformação. Os materiais mais densos também apresentaram maior módulo elástico, resistência ao escoamento e capacidade de absorção de energia.
Isso não significa, porém, que basta escolher o E.V.A. mais denso disponível. Dependendo da aplicação, o material também precisa oferecer amortecimento, flexibilidade, absorção de impacto ou capacidade de retornar à sua forma após a compressão.
A densidade do E.V.A. deve ser escolhida de acordo com a função da peça, e essa relação fica ainda mais clara quando observamos o papel da espessura.
O E.V.A. deforma quando recebe muito peso?
Sim, e parte dessa deformação faz parte do próprio funcionamento do material. Quando comprimida, a estrutura celular do E.V.A. se deforma e ajuda a absorver a energia aplicada.
Estudos sobre o comportamento mecânico da espuma de E.V.A. mostram que grande parte da deformação pode ser recuperada após a retirada da carga. Entretanto, compressões mais severas podem levar ao colapso das células e deixar deformações permanentes.
Isso significa que “aguentar o peso” não deveria significar apenas não romper. Também é necessário avaliar quanto o material pode deformar sem comprometer a função para a qual foi escolhido.
Leia mais em: Como instalar tatames de E.V.A. corretamente?
Como saber qual E.V.A. usar para suportar determinada carga?
O primeiro passo é abandonar a escolha baseada apenas no peso total. Se o E.V.A. será colocado sob uma máquina, utilizado como proteção de uma peça, aplicado em uma embalagem ou empregado para absorver impactos, as exigências serão diferentes.
Em uma aplicação sob carga, por exemplo, é importante saber quanto pesa o objeto, qual é a área que ficará em contato com o E.V.A., se a carga será contínua ou temporária e quanto de deformação pode ser tolerado.
Com essas informações, fica mais seguro determinar a configuração necessária. Em projetos industriais ou personalizados, contar com um fabricante especializado também permite desenvolver a peça de acordo com as características da aplicação, em vez de adaptar um E.V.A. genérico a uma função para a qual ele não foi dimensionado.
Perguntas frequentes sobre quanto peso o E.V.A. suporta
A resistência do E.V.A. gera dúvidas justamente porque não pode ser resumida em um único número. Veja algumas das perguntas mais comuns antes de escolher o material.
Quantos quilos uma placa de E.V.A. suporta?
Não existe uma quantidade de quilos válida para todas as placas. Densidade, espessura, composição, área de contato e tempo de aplicação da carga precisam ser considerados para determinar se determinado E.V.A. é adequado.
E.V.A. de alta densidade suporta mais peso?
De maneira geral, E.V.A. de maior densidade apresenta maior resistência à compressão, considerando materiais e condições comparáveis.
Posso colocar equipamentos pesados sobre placas de E.V.A.?
Depende da placa e do equipamento. Além do peso total, é necessário observar como a carga é distribuída. Pés pequenos, quinas e bases estreitas podem concentrar a pressão e provocar marcas ou deformações.
E.V.A. volta ao formato original depois de receber peso?
O E.V.A. possui capacidade de recuperação após a compressão, mas cargas excessivas ou condições inadequadas podem provocar deformação permanente. O comportamento depende das características do material e da intensidade da compressão.
Veja também: Tatame de E.V.A. pode ser instalado sobre cerâmica?
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