Sobre o E.V.A.

bobinas-em-evaEm meados da década de 70, o couro era o principal material usado, na fabricação de calçados para a indústria. Essa utilização ao extremo culminou na já esperada escassez do produto e, como consequência, no aumento significativo do seu preço. Estava montado o cenário para uma crise sem precedentes na indústria calçadista mundial.

Foi então que, buscando por novas alternativas que suprissem a recente carência de couro, a indústria se reinventou e resolveu apostar num material ainda pouco conhecido, mas já com mais de 20 anos de vida: O Etileno Acetato de Vinila, ou E.V.A, como é mais conhecido, passou a ser usado no desenvolvimento de determinadas partes dos calçados.

A versatilidade e facilidade de manuseio que esse material copolímero* (surgido na década de 50, nos Estados Unidos) demonstrou foi tanta que, logo, ele estava sendo usado para uma infinidade de aplicações diferentes, em vários segmentos industriais, se tornando um dos componentes da indústria de melhor custo-benefício, até hoje!

Atualmente, sua utilização rompeu a barreira dos calçados e encontra espaço em todos os segmentos da indústria, desde pequenos brinquedos, brindes, materiais escolares, domésticos, artesanais e civis, até equipamentos esportivos e tatames para academia, por exemplo. Além disso, diversas novas aplicações foram descobertas ou melhoradas, nele, com o tempo. É o que acontece, por exemplo, com sua facilidade de conformação, que é a capacidade do E.V.A em ser moldado do jeito que se deseja. Ou sua resiliência, que produz o chamado “efeito memória”, quando o material pode ser manuseado de diferentes maneiras, voltando para o seu estado original, após o uso, sem sofrer com amassos ou demais desgastes.

Na AMS, fabricamos produtos de E.V.A através de várias etapas que primam pelo extremo conhecimento técnico de fórmulas e características dessa matéria-prima, por parte da nossa mão de obra capacitada ao trabalho. O processo de Produção do EVA pode ser comparado à produção de um bolo, já é através da expansão do material, por meio de reações químicas, que conseguimos aumentar o volume, sob a ação da temperatura. Para que, no final, tudo esteja como o planejado, respeitar cada etapa é muito importante!

As etapas de produção consistem na pesagem, mistura, prensagem e acabamento do E.V.A.

O processo de produção do E.V.A.

Pesagem
Mistura
Prensagem
Acabamento
Pesagem

Na pesagem é feita a dosagem dos componentes e das formulações, de forma gradativa, por meio de balanças. Após isso, eles são agrupados em recipientes separados, de acordo com suas similaridades, para evitar pré-reações.

Mistura

Na mistura esses mesmos componentes que foram pesados são colocados em um misturador fechado, chamad de Bambury. Assim, a massa que resulta desse processo é passada para cilindros, gerando um material bem mais homogêneo. Nesta etapa são formuladas as placas compactas sem expansão, que são laminadas em espessuras e tamanhos determinados, para serem encaminhadas até a prensagem.

Prensagem

É então que, aqui, na prensagem, ocorre o processo de reticulação e expansão do E.V.A. Isso significa que as placas serão inseridas nas prensas em seus platôs, para o início do processo de vulcanização, que consiste na aplicação de calor e pressão no material, para que o mesmo ganhe forma e propriedades de produto final. Portanto, dimensões e propriedades de dureza e densidade dessas placas, por exemplo, serão controladas nessa fase do processo. As placas de E.V.A podem ser lisas ou podem conter desenhos, de acordo com a ferramenta utilizada.

Acabamento

Por último, o acabamento das placas é feito após o ganho de volume e de espessura desejados. Para essa etapa, as atividades consistem em lixar, requadrar, soldar, bobinar e rachar a peça. A realização de todas as etapas ou de apenas parte delas vai depender do tipo de acabamento desejado, conforme a aplicação do E.V.A que for finalizada.

Primeiro, as placas são colocadas na Lixadeira, onde serão niveladas. A partir daí, elas podem ter acabamentos diferentes. Desde solda e bobinadeira, até requadro ou rachadeira.

Para solda, elas são soldadas através de um processo que consegue unir as peças, adequadamente. Já para o acabamento por bobinadeira as placas são recortadas na largura e enroladas em bobinas. Se for necessário diminuir sua espessura, elas devem ser inseridas em uma rachadeira-bobinadeira.

No requadro, por sua vez, elas recebem acertos referentes à largura e ao comprimento desejados. Já a rachadeira é usada para determinar a espessura das placas.